sábado, 7 de abril de 2012

Cangaceiro faz a festa no aniversário timbu


O aniversário era do Náutico, mas foi o Serra Talhada quem comemorou nos Aflitos. Pressionados pela necessidade de vencer, os alvirrubros pagaram um preço bem alto pela confusão de seu sistema defensivo e a ineficiência do ataque. O 2 a 1 deixa a situação do técnico Waldemar Lemos ainda mais delicada.

Jogando em seus domínios, coube ao Náutico tomar a iniciativa ofensiva. Mesmo encarando uma retranca, com três zagueiros e dois volantes, os alvirrubros tinham espaço para tocar a bola na intermediária sertaneja. E nos primeiros cinco minutos, o Timbu chegou com perigo em duas oportunidades. Na primeira, Eduardo Ramos teve o chute travado pela zaga adversária e na segunda, Siloé conduziu a bola até a entrada da área e bateu rasteiro. O chute, entretanto, saiu à direita da barra.

Mas foi o Serra Talhada quem abriu o placar, aproveitando um cochilo da zaga alvirrubra. Depois de cobrar escanteio, Kássio pegou o rebote e cruzou novamente para a área timbu. A bola viajou até o segundo pau e encontrou Jessuí sozinho. O atacante cabeceou para a pequena área e enquanto os defensores do Náutico pediam o impedimento, Stanley mergulhou de peixinho.

O gol mudou o cenário da partida. Os alvirrubros sentiram a pressão pela vitória e passaram a errar passes simples, cedendo espaço para os contra-ataques. E aos 18, o Serra esteve bem perto de ampliar. Em novo apagão da zaga timbu, a bola ficou viva dentro da grande área e os visitantes conseguiram chutar três vezes, antes de Ronaldo Alves conseguir isolar.

Aos 24, a situação ficou ainda mais complicada. Ao observarem Júnior Mineiro despediçar mais uma chance de ampliar, os torcedores começaram a vaiar o time. Aos 36, a comemoração do aniversário do Náutico começou a transformar-se em pesadelo. Em nova cobrança de escanteio da direita, Gideão cortou errado e a bola bateu na trave. No rebote, Jessuí escorou para ampliar a vantagem.

Enquanto a torcida protestava na porta do vestiário, o técnico Waldemar Lemos resolveu mexer em sua equipe para tentar mudar o resultado do confronto. Com a entrada de Philip na vaga de Léo Araújo, o Náutico passou a pressionar a saída de bola do Serra e dominou as ações no meio de campo. Apesar do volume de jogo, os alvirrubros tinham muita dificuldade em superar a marcação adversária.

A diminuição da vantagem sertaneja veio apenas aos 29 minutos. O árbitro Sandro Meira Ricci marcou pênalti depois de um carrinho de Josias em Marquinho. Na cobrança, o zagueiro Marlon bateu firme, na direita do gol de Carlos, que saltou para a esquerda. O primeiro gol do Náutico depois de 462 minutos de jejum.

Mas a reação parou por aí. Apesar da aparente tensão, os sertanejos suportaram a pressão alvirrubra nos minutos finais do confronto. O Náutico decide sua classificação na última rodada, contra o Central, em Caruaru.

Ficha técnica

1 Náutico
Gideão; Auremir (Tozo), Marlon, Ronaldo Alves e Léo Araújo (Philip); Lenon, Elicarlos, Marquinho e Eduardo Ramos; Siloé e Léo Santos (Dorielton). Técnico: Waldemar Lemos.

2 Serra Talhada
Carlos; Stanley, Ranieri e Josias; Joãozinho, Enercino, Júnior Négão, Kassio e Janeílton (Helton); Júnior Mineiro (Josias Recife) e Jessuí. Técnico: Bagé.

Local: Aflitos. Árbitro: Sandro Meira Ricci. Assistentes: Albert Júnior e Pedro Wanderley. Gols:Marlon (N), Stanley e Jessuí (S). Cartões amarelos: Eduardo Ramos, Tozo (N), Ranieri e Enercino (S). Público: 6.005 pessoas. Renda: R$ 37.936,00

Celso Ishigami - Diario de Pernambuco
Foto: Hélder Tavares/DP

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