quinta-feira, 12 de julho de 2012

Betinho do Ibura: O predestinado!



A confirmação da cirurgia do atacante argentino Barcos, ídolo da torcida do Palmeiras, caiu como um balde de água fria entre os adeptos alviverdes. No exato dia do primeiro jogo da decisão, o time paulista não poderia contar com seu principal goleador e ainda teria que utilizar o contestado Betinho, em contrato de experiência de três meses. Mas o camisa 33 se mostrou um predestinado ao marcar o gol do título da Copa do Brasil nesta quarta-feira, em empate por 1 a 1 contra o Coritiba, findar o jejum do clube de 13 anos sem títulos relevantes e calar seus críticos.

Betinho chegou ao Palmeiras em maio, após assinar um contrato de três meses de experiência. Reforço vindo do São Caetano, já gerou desconfiança principalmente por sua passagem apagada pelo São Caetano, quando marcou apenas um gol no Campeonato Paulista. Por coincidência, enquanto sua contratação era selada, o treinador Luiz Felipe Scolari proferiu frase emblemática.

"Como técnico, passo seis nomes para contratar dois. Quem pega telefone é Sampaio, Frizzo. Na reunião de dois, três dias atrás, os nomes estavam lá. Foi dito que não tem dinheiro. Não tem, tudo bem. Estou contente com meu grupo. Só quero ter alternativa. Se não tem dinheiro, vão pescar algo, vão atrás. Depois, não venham passar para a torcida que eu contratei Juquinha. Tem de assumir essa m...", definiu o comandante, na ocasião.



Mas Betinho não é Juquinha, e mostrou que seu contrato valeria a pena. Após dois meses sem brilho, o jogador passou a decidir quando substituiu Barcos, no primeiro jogo da final. Foi ele que sofreu o pênalti que resultou no primeiro gol do Palmeiras contra o Coritiba, em Barueri, e deu início à reação que culminaria em triunfo por 2 a 0.

E, nesta quarta-feira, Betinho começou o jogo nervoso e perdeu um gol feito, ainda no início do primeiro tempo. Mas se recuperou na etapa complementar, quando apareceu no lugar certo e na hora certa e marcou o gol do título. Marcos Assunção cobrou, o camisa 33 desviou e colocou a bola no fundo das redes, no cantinho de Vanderlei.

Graças a ele, o torcedor palmeirense soltou um grito de alívio nas arquibancadas do Couto Pereira. O Coritiba havia acabado de marcar o primeiro tento e pressionava, empurrado por um caldeirão rumo ao segundo gol que levaria a disputa para os pênaltis. Levaria. Do outro lado estava Betinho, o contrato por experiência mais vantajoso dos últimos anos. Predestinado.

Betinho iniciou a sua carreira nas divisões de base do Náutico em 2005, em 2006 foi negociado com o Gil Vicente de Portugal, em seguida passou por Marília, São Caetano, Fortaleza, Coritiba, Vila Nova-GO, voltou para o São Caetano e no mês de maio seguiu para o Palmeiras.

Com informações do Terra
Foto: Fernando Borges/Terra

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