domingo, 16 de setembro de 2012

Santa é derrotado pelo Treze em Campina Grande


Esperança, ainda há. Afinal, o time está a apenas um ponto do G4. Mas a confiança do torcedor coral acabou. Neste domingo, quem teve disposição para pegar a estrada até Campina Grande viu um Santa Cruz acuado, apático, presa fácil para o Treze, um time montado às pressas, depois de conseguir a vaga na Série C através da Justiça Comum. Os dois meses de salários atrasados não são desculpas para tamanho vexame. O Galo da Borborema venceu por 2 a 1. Foi pouco. Foi duro para os tricolores. Classificação ameaçadíssima, fantasma da Série D rondando o Arruda. Com o resultado, a equipe caiu quatro posições: da terceira à sexta. Agora, resta recolher os cacos da derrota e se preparar para outro difícil desafio, sábado: o Paysandu, em Belém.

Logo com quatro minutos de jogo, Everton César chutou de longe do Treze, Fred espalmou mal, a bola explodiu no travessão. Em seguida, quem quase entregou o ouro foi o goleiro do Treze, em cobrança de falta de Leandro Oliveira. O Tricolor perdeu diversas chances, com Renatinho, Caça-Rato e Dênis Marques. E pagou caro. Aos 33, o lateral esquerdo Assis recebeu passe açucarado de Ney Mineiro, invadiu a área como quis e chutou. Fred defendeu para o lado errado, Assis não desperdiçou o rebote: 1 a 0.

Com as inexplicáveis ausências de Fabrício Ceará e Luciano Henrique entre os titulares, o Santa Cruz jogou com três volantes. Retranca desnecessária. Aos 45, novo castigo. Vavá recebeu com liberdade e chutou rasteiro, cruzado, sem chance de defesa: 2 a 0. O time coral seguiu ao vestiário debaixo de vaias e arremesso de objetos. Coro de “burro, burro” para Zé Teodoro. Na segunda etapa, inclusive, o treinador chegou a estar com um time com quatro atacantes, um meia de criação e nenhum lateral de origem. Uma equipe completamente perdida e desorganizada.

Aos oito minutos, dos pés de Luciano Henrique, um dos poucos lúcidos, saiu o gol do Santa Cruz. Um golaço, com chute de fora da área: 2 a 1. Foi só. Daí para o fim, o Tricolor pouco produziu. Por sinal, ainda teve atitude sem “fair play”, ao não devolver uma bola ao Galo da Borborema, jogada à lateral para atendimento médico do goleiro. Incompetência. E teve sorte por não levar mais, com uma chance clara perdida por Brasão, aquele folclórico ex-atacante coral. Restaram o lamento por uma rodada tão ingrata (com derrota e vitórias dos principais concorrentes ao G4) e o protesto. Uma volta para casa repleta de amargura e decepção. A classificação ainda está nas mãos do clube pernambucano. Difícil é acreditar.

FICHA TÉCNICA

Treze
Carlos Luna; Aderlan, Márcio Garcia (Bonfim), Gasparetto e Assis; Júlio César, Zabotto, Everton César (Gustavo) e Cristian; Ney Mineiro e Vavá (Brasão). Técnico: Marcelo Vilar

Santa Cruz
Fred; Diogo(Paulista), William Alves, Édson Borges e Renatinho; Chicão, Sandro Manoel (Luciano Henrique), Everton Sena e Leandro Oliveira (Fabrício Ceará); Caça-Rato e Dênis Marques. Técnico: Zé Teodoro

Local: Estádio Amigão (Campina Grande). Árbitro: Manoel Nunes Lopo Garrido (BA). Assistentes: Adson Márcio Lopes Leal (BA) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA). Gols: Assis e Vavá (T); Luciano Henrique (S). Cartões amarelos: Assis (T); Sandro Manoel, William Alves, Chicão e Dênis Marques (S).

Rodolfo Bourbon - Diario de Pernambuco

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