segunda-feira, 26 de junho de 2017

O Desemprego no Futebol do Brasil na outra metade de 2017

Foto: Marcos Barboza - http://www.america-pe.com.br/

No domingo 25 de junho, acompanhamos algo que nos chamou a atenção no mundo do futebol. E que vale a pena abordarmos por aqui.

A realização da 6ª e última rodada da Série D do Campeonato Brasileiro.

68 equipes em campo. Nos mais variados recantos do país. As cinco regiões envolvidas em uma disputa com cara de "futebol raiz".

Campos difíceis de se jogar, vestiários minúsculos e por vezes mal cuidados, atletas mal pagos (quando recebem), estádios toscos, pequenas torcidas, enfim, tudo o que se possa imaginar de precário no ilusório mundo futebolístico.

Entretanto, a reflexão passa mais pela questão do profissional do futebol brasileiro. Nesse caso, daqueles que não estão nas principais séries.

Dos 68 times, 32 conseguiram a classificação para a próxima fase. Ganharam uma sobrevida por mais duas semanas.

Contudo, 36 agremiações foram desclassificadas e consequentemente ficam sem competições durante o segundo semestre. Serão, pelo menos mais seis meses sem jogos.

Em uma continha rápida, se colocarmos um elenco de 26 atletas em cada uma dessas equipes e mais quatro integrantes de comissões técnicas, chegaremos ao número de 1080 profissionais sem emprego a partir desta semana. Nem estamos incluindo os demais profissionais que ajudam nos estádios, nos clubes e na parte administrativa.

No caso de Pernambuco, Central (a maior decepção), América e Atlético somente retornarão com seus elencos profissionais para a preparação do estadual de 2018.

Na região Nordeste, equipes como Sergipe, River, Potiguar de Mossoró, Guarani de Juazeiro, Coruripe, Itabaiana, Murici também pararam na metade do ano.

O que pensar de equipes tradicionais do sudeste como Bangu ,Portuguesa de Desportos, Caldense, XV de Piracicaba, Ituano?

No Sul, o campeão gaúcho, Novo Hamburgo também encerra suas atividades em 2018.
Fast Clube no Amazonas.
Anápolis e Itumbiara em Goiás.

Em um país continental como o nosso, o calendário não pode continuar como está.
Para os clubes grandes, excesso de competições.
Para os intermediários, somente a metade do ano.

A CBF deve repensar esse calendário tosco.

Nossa solidariedade ao grande número de profissionais do futebol que não terão oportunidades pelo restante de 2017.


3 comentários:

Antonio Bruno disse...

Infelizmente Marcelo é um problema sério, o Santa Cruz sofreu muito nas divisões inferiores também em razão de eliminações precoces no Brasileirão.Resultado:Clube sem receita dos jogos,rendas,patrocínios,vendas de camisas etc.E a CBF totalmente omissa. Nossa sorte foi a grandiosa torcida que tirou o clube da lama quando chegamos a gerar rendas superiores a 500 mil apenas em um jogo.

Flavio de Souza disse...

A questão passa também pela dificuldade de muitos clubes 'pequenos' em manter seus elencos por uma temporada inteira. E ainda vale ressaltar que o campeonato brasileiro é a Série A, portanto todas as subdivisões são de acesso, embora o tema abordado mereça sim uma atenção especial.

Alex Vicente disse...

Hoje tem 68 equipes disputando a 4 divisão, faz dois grupos com 34 equipes, jogos apenas de ida totalizando 33 partidas os 4 melhores de cada grupo fazem mata-mata idade e volta onde 1 colocado x 4 colocado da outra chave os melhores classificado jogaria por dois resultados iguais e com direito da segunda partida ser em casa e pronto jogo até o final do Ano